Existência transparente

30/06/2006

É estranho quando se sabe o que vai acontecer, mas não quando. É algo como a certeza universal: a morte. A grande diferença, na maioria das vezes, é não a esperamos chegar; já o sentimento ao qual me refiro é algo que se espera, digo ainda que ansiosamente.

Pior do que isso é o sentimento de total impotência na alteração do curso dos eventos ou, pelo menos, o sentimento de impotência trazido pela antevisão dos fatos.

Mas, tendo isso em vista, o que quero, brincar de Dono do Mundo? Obviamente, ninguém é capaz de ter o controle absoluto e universal, mas o controle de nossas próprias vidas, desprovendo a sorte de seus poderes, seria algo perto da existência ideal. Me pergunto se o tal controle a que me refiro já não existe e não encontro resposta porque não sei se o controle que quero faz parte de minha razão, minha consciência, meu instinto ou minha intuição. Fica muito difícil tentar resolver assuntos complexos com uma mente limitada a perguntar e querer descobrir, mas penso que já é o começo.

Enfim, de tanto pensar veio a ansiedade pelo controle, objeto de meu desejo-mor atualmente, das açõe que me dizem respeito, infelizmente, minha parte infinitesimal é tudo o que posso fazer(e, às vezes, nem isso faço como deveria). Esperemos sentados, aflitos, angustiados por tudo o que não sabemos quando vem, mas temos a certeza de existir.

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